Controle de Doenças da Lichia: Identifique, Trate e Previna – Tudo em Um Lugar

Criado em 07.25, Última atualização Hoje
Todos os anos, assim que as lichieiras entram nos estágios de brotação, floração e desenvolvimento dos frutos jovens, pragas e doenças começam a atacar sucessivamente. Muitos pomares apresentam folhas enegrecidas, parte inferior das folhas peluda, superfície foliar irregular e desfolha severa. Muitos produtores confundem esses sintomas, aplicam vários pesticidas, mas observam pouca melhora.
Na realidade, diferentes pragas e doenças têm mecanismos completamente distintos: algumas são fúngicas, outras são algas, algumas são pragas de insetos e outras são induzidas por ácaros. Identificar erroneamente a doença significa desperdiçar a pulverização.
Abaixo está uma tabela de referência rápida para comparação de pragas e doenças comuns da lichia, organizada desde a identificação dos sintomas → padrões de ocorrência → época de tratamento → pesticidas preferidos. Salve-a para uso em campo.
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Pragas e doenças
Sintomas típicos
Princípio de ocorrência
Condições de alto risco
Pacote de prevenção e tratamento
a: Cephaleuros virescens
A superfície foliar apresenta manchas redondas, de cor cinza-esverdeada a ferrugem, com textura áspera semelhante à ferrugem.
Algas parasitas infetam os tecidos superficiais das folhas
Alta temperatura e alta umidade, copa do pomar densa
Kasugamicina+Mancozebe+Adjuvante Organossilício
b:antracnose
Pontas das folhas com queimaduras e lesões marrom-pretas, e apodrecimento dos frutos
Invasão e disseminação fúngica dentro do tecido
Tempo chuvoso contínuo e alta umidade
Difenoconazol+Piraclostrobina+Adjuvante Organossilício
c:mosca-das-galhas das folhas
As folhas ficam inchadas e enroladas, formando estruturas semelhantes a galhas.
As larvas perfuram as folhas tenras, estimulando a proliferação anormal de tecidos.
O período de brotação de novas folhas
Clothianidina+Clorantraniliprole+Benzoato de Emamectina
d:Fuligem
As folhas e ramos ficaram pretos como pó de carvão.
A melada de pulgões e cochonilhas promove o crescimento de fungos
Alta densidade de insetos e alta umidade
Movento+Imidaclopride+Mancozebe
e:Erinose (Face superior)
A superfície da folha está inchada e enrugada, com formação de bolhas.
Piolho da lã se alimentando dos tecidos
Fase de brotação primaveril e folhas jovens
Abamectina+etoxazol+ Óleo mineral
f:Erinose (Face inferior)
A parte inferior das folhas é coberta por pelos amarelados a acastanhados.
O inseto estimula a proliferação anormal de tecidos na parte inferior da folha.
Quente e úmido, com muitos brotos tenros
Abamectina+Bifenazato+Adjuvante Organossilício
a: Mancha Algal: Não é Ferrugem – É Crescimento de Algas
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O que há de errado com esta doença? Há manchas quase circulares na superfície da folha, variando de verde-acinzentado a marrom-amarelado e vermelho-ferrugem. Elas são muito ásperas, como se estivessem enferrujadas. No estágio final, as folhas envelhecem e caem prematuramente.
A mancha algal não é uma doença fúngica. Seu agente causador é uma alga parasita, transmitida pela água da chuva e pelo vento, multiplicando-se na superfície das folhas. Pomares com copas densas, alta umidade, pouca ventilação e abundância de folhas velhas são altamente propensos a surtos. Como controlar? Aplicação preventiva: kasugamicina 1.000× + mancozebe 600× + adjuvante organossiliconado 3.000× – pulverizar bem. Para infestações severas: kasugamicina + tiazol de zinco + mancozebe, com uma segunda aplicação 7 a 10 dias depois. Lembre-se: isso é uma alga, não um fungo – não use o produto errado novamente!
b:Antracnose: O "Assassino Oculto" que Você Não Vê Chegar – Até que Seja Tarde Demais
Antracnose – esta é traiçoeira! No estágio inicial, as pontas das folhas ficam amareladas – você nem percebe, a menos que preste muita atenção. Nos estágios médio e tardio, a coisa fica séria: lesões necróticas marrom-escuras, podridão dos frutos, desfolha e queda dos frutos – manchas de folhas caindo uma após a outra. Quando o ar está úmido, massas de esporos pegajosas e rosadas aparecem nas lesões – dá até arrepios. O patógeno se esconde silenciosamente em galhos doentes, frutos infectados e folhas caídas. Quando as condições são favoráveis – altas temperaturas, chuvas prolongadas e brotações novas – ele ataca rápido. Isso é uma bomba-relógio! Como controlar? Aplicação preventiva: difenoconazol 1.500× + piraclostrobina 2.000× + adjuvante organossiliconado 3.000×. Para surtos severos: difenoconazol·azoxistrobina + procloraz + kasugamicina – aplicar a cada 7 dias. Não vacile!
Antracnose: O "Assassino Oculto" Que Você Não Vê Chegar – Até Que Seja Tarde Demais
C: Mosca-das-galhas da folha da lichia: Protuberâncias nas folhas não são deficiência de nutrientes
Mosca-das-galhas da Lichia: Protuberâncias nas Folhas Não São Deficiência Nutricional
P: "Professor, minhas folhas novas estão enrolando com protuberâncias – estou com falta de fertilizante?"
R: Falta de fertilizante? De jeito nenhum! Isso é mosca-das-galhas!
Sintomas: Folhas enroladas, protuberâncias, deformidades, tecido espessado – quando severo, os novos brotos simplesmente param de crescer. Abra uma protuberância – e você encontrará as larvas todas as vezes.
Como funciona: As moscas adultas põem ovos nas folhas tenras. As larvas eclodem, penetram e sugam a seiva. Isso desencadeia um crescimento celular anormal – formando galhas. Pense nisso como a mosca construindo uma casa dentro da sua folha!
Tratamento:
  • Infestação inicial:
 clothianidina 1.500× + clorantraniliprole 2.000× + benzoato de emamectina 3.000×.
  • Surto severo:
 tiametoxame + lambda-cialotrina + benzoato de emamectina.
  • Pulverize os BROTOS NOVOS! É onde a ação acontece.
D:Fuligem: Aquelas Folhas Pretas – O Fungo Não é o Verdadeiro Culpado!
Erro do produtor: "Folhas estão pretas – deve ser fungo. Carregue nos fungicidas!"
A verdade: Alvo errado! A fuligem preta é apenas um sintoma. O verdadeiro problema são os insetos.
Como funciona:
  • Pulgões, cochonilhas e moscas-brancas se alimentam da sua árvore.
  • Eles secretam
 honeydew – uma substância pegajosa e açucarada.
  • Os fungos da fumagina se alimentam dessa substância açucarada e se multiplicam na superfície das folhas.
  • Resultado: camada preta e fuliginosa por toda a folha e fruto.
A prova: Remova a camada preta – o tecido foliar por baixo ainda está verde e saudável. É assim que você sabe que não é uma doença real!
A solução:
  • Atacar os insetos com
 spirotetramat 4.000× + imidacloprido 2.000× + mancozebe 600×.
  • Assim que os insetos forem controlados, a camada de fumagina irá descamar e cair naturalmente.
Regra de ouro a lembrar: Fumagina? Não aplique fungicida primeiro – encontre os insetos!
Fumagina: Aquelas Folhas Pretas – O Fungo Não É o Verdadeiro Culpado!
e+f:Ácaro da Erínose: Essas Bolhas e Felpas nas Suas Folhas? São Ácaros, Não uma Doença!
Bolhas, enrugamento e encurvamento na superfície superior – espessamento e endurecimento em estágios posteriores – isso é ácaro-erinose (doença do feltro). Pelos amarelados na parte inferior da folha, tornando-se amarelo-acastanhados a castanho-escuros – em casos graves, a folha inteira enrola – isso também é ácaro-erinose.
O patógeno não é um fungo nem uma bactéria – é o ácaro-erinose da lichia (ácaro-das-galhas)! Alimentar-se de folhas jovens estimula a proliferação anormal de tecidos – bolhas na parte superior, pelos na parte inferior – ambos os lados sob ataque!
Como tratar?
  • Aplicação preventiva/inicial:
 abamectina 3.000× + bifenazato 2.000× + adjuvante organossiliconado 3.000×.
  • Surto severo:
 abamectina + etoxazol + óleo mineral – aplicar duas vezes consecutivas, com intervalo de 7 dias.
Lembre-se: verifique a parte inferior da folha para doença do feltro – não confunda com outros problemas
Ácaro do Erineum: Aquelas Bolhas e Penugem nas Suas Folhas? São Ácaros, Não uma Doença!
Guia de Identificação e Controle da Queima das Folhas da Lichia
Queima Foliar da Lichia – Guia de Identificação e Controle

Características da Doença

A queima das folhas da lichia afeta principalmente as folhas das árvores frutíferas. A doença ocorre inicialmente na ponta ou margem da folha, aparecendo como manchas marrons, que depois se tornam marrom-acinzentadas a cinza-esbranquiçadas, com margens ligeiramente onduladas de cor marrom-escura ou marrom-púrpura. O limite entre o tecido doente e o saudável é claramente definido. Nos estágios finais, pequenos pontos pretos densos – os picnídios (corpos de frutificação) do patógeno – aparecem nas lesões.
Em resumo: pontas marrons → lesões cinza-brancas em expansão → margens com tom arroxeado → manchas pretas densas. Quatro etapas para reconhecer.

Padrões de Ocorrência

Os patógenos causadores da queima das folhas são complexos e incluem vários fungos como Alternaria spp., Colletotrichum spp. e Pestalotiopsis spp. Os patógenos hibernam em folhas doentes ou caídas. Na primavera do ano seguinte, produzem conídios (esporos) que são disseminados por vento e chuva.
Cronograma: Mudas em viveiros começam a apresentar sintomas no início de junho; árvores adultas em julho. O período de pico é agosto–setembro, diminuindo gradualmente após outubro. Fique especialmente atento durante anos com chuvas prolongadas no outono.

Estratégias de Controle

Princípio Central: Primeiro fortaleça o vigor da árvore, depois pulverize. Por ser um parasita fraco, uma árvore saudável é muito mais difícil de ser infectada.
Pode regularmente os ramos muito densos e os ramos fracos/doentes para melhorar a circulação de ar e a penetração de luz, reduzindo a humidade no pomar.
Controlo Químico (Aplicação em Fase Inicial):
No início da doença, aplique os seguintes produtos em rotação:
  • Concentrado emulsionável de 25% de benomil·cicloheximida de zinco
 Diluição de 700×, ou
  • Ácido clorobromoisocianúrico a 50%
 Pó solúvel em água na diluição de 1.000×
Faça a rotação entre estes produtos para evitar o desenvolvimento de resistências
Mancha foliar de Coniothyrium em lichia
Mancha Foliar por Coniothyrium da Lichia

Características da Doença

A doença afeta as folhas. Folhas infectadas desenvolvem lesões pequenas, quase circulares a irregulares, geralmente começando na ponta ou margem da folha, que depois se expandem para lesões marrom-acinzentadas com pequenos pontos pretos – os acérvulos (corpos frutíferos do patógeno) – aparecendo na superfície.

Métodos de Controle

Aplique os seguintes fungicidas no estágio inicial da doença:
Fungicida
Taxa de Diluição
Mancozebe 70% PM
600–800×
Clorotalonil 40% SC
500–600×
Oxicloreto de cobre 30% SC
400–600×
Pó molhável de 50% de cloreto de procloraz-manganês
1.000–1.500×
Pó molhável de 45% de triadimefom·tiram
600–800×
Grânulos dispersíveis em água de 10% de difenoconazol
1.000–2.000×
Concentrado emulsionável de 25% de propiconazol
1.500–2.000×
Pó molhável de 50% de iprodiona
1.500–2.000×
Aplicar uniformemente por pulverização, com uma segunda aplicação 10–15 dias depois.

Mancha Foliar da Lichia / Mancha Marrom da Lichia

Mancha Foliar da Lichia / Mancha Marrom da Lichia

Características da Doença

A doença afeta folhas maduras e velhas. As lesões aparecem na superfície foliar ou na margem da folha. Inicialmente, são pequenas manchas marrons, que gradualmente se expandem para lesões circulares a quase circulares. Várias lesões podem coalescer para formar áreas maiores de tecido foliar morto. Os centros das lesões são cinza-esbranquiçados com pequenos pontos pretos, enquanto as margens são finas e marrons.

Métodos de controle

No estágio inicial da doença, os seguintes fungicidas podem ser aplicados:
Fungicida
Taxa de diluição
Oxicloreto de cobre 30% SC
600×
Hidróxido de cobre 77% PM
600–800×
Complexo de cloreto de procloraz-manganês 50% PM
1.500×
Carbendazim 50% PM
600–800×
Clorotalonil 75% PM
1.000×
Complexo de cloreto de procloraz-manganês 50% PM
1.500×
450 g/L triadimefon·tiram PM
600×

Oídio da Lichia

Oídio da Lichia

Características da Doença

O fungo do oídio forma uma camada pulverulenta no fruto da lichia. As hifas fúngicas são curtas e achatadas, espalhando-se nas fissuras entre os tubérculos (protuberâncias) do fruto. Em casos graves, a infecção pode se estender para cobrir todos os tubérculos. Quando o fruto amadurece, a casca fica marrom e endurece, afetando severamente a qualidade do fruto.

Métodos de Controle

Aplique os seguintes fungicidas:
Fungicida
Taxa de Diluição
Tebuconazol SC 43% (Horizon / Folicur)
3.000×
240 g/L flusilazole CE (Nustar / Fushixing)
3.000–5.000×
40% enxofre·carbendazim SC (Miebingwei)
300×
Aplicar a cada 7–10 dias, por 2–3 pulverizações consecutivas.
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